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domingo, 12 de junho de 2011

Roda Viva é comentada na minissérie


Roda viva é uma peça de teatro brasileira. Foi escrita por Chico Buarque no final de 1967 e estreou no Rio de Janeiro no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.

As temporadas

Na estreia, fizeram parte do elenco Marieta Severo, Heleno Prestes e Antônio Pedro, nos papéis principais, e a temporada foi considerada um sucesso.

Durante a segunda temporada, com Marília Pêra, André Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Um grupo de cerca de cem pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu o Teatro Galpão, em São Paulo, e espancou os artistas e depredou o cenário.

Após o revés na capital paulista, o espetáculo voltou a ser encenado, desta vez em Porto Alegre. No entanto, os atores da peça voltaram a ser vítimas da violência e intransigência do CCC e, após este segundo incidente, o Roda Viva deixou de ser encenada. Mas esta é considerada uma das mais importantes peças de teatro brasileiras já produzidas nos anos 60.

O enredo

O espetáculo conta a história de um cantor que decide mudar de nome para agradar ao público, em um contexto de uma indústria cultural e televisiva nascente no Brasil dos anos 60. A peça é encenada em dois atos, contando a ascensão e queda de Benedito Silva, que passou a adotar o nome de Ben Silver. Mas o que marcou a peça foi a sua agressividade proposital com o intuito de chocar o público para os problemas que cercavam o país na época.


Censura

Vários membros do elenco são maltratados, e o cenário e equipamentos técnicos são destruídos pelo Comando de Caça aos Comunistas em julho de 1968, em São Paulo. Em setembro do mesmo ano a peça estreia no Rio Grande do Sul, a violência se repete e o espetáculo é proibido pela censura.

Principais personagens e atores

Benedito Silva / Ben Silver / Benedito Lampião .... Heleno Prestes, e depois Rodrigo Santiago
Anjo da Guarda .... Antônio Pedro
Juliana / Juju .... Marieta Severo, e depois Marília Pêra
Capeta .... Flávio Santiago
Mané .... Paulo César Pereio

sábado, 11 de junho de 2011

Edson Luís é lembrado em Anos Rebeldes


"MATARAM UM ESTUDANTE! PODIA SER SEU FILHO!" 

Essa frase ecoou pelas casas, ruas, teatros, telefones no dia 28 de março de 1968.

Conheça mais da história de Edson Luís, que foi tão comentada no capítulo desta sexta-feira e que foi um marco na história estudantil brasileira:


Edson Luís de Lima Souto (Belém, 24 de fevereiro de 1950 — Rio de Janeiro, 28 de março de 1968[1]) foi um estudante secundarista brasileiro assassinado pela Polícia militar durante um confronto no restaurante Calabouço, centro do Rio de Janeiro.[2] Edson foi o primeiro estudante assassinado pela Ditadura militar e sua morte marcou o início de um ano turbulento de intensas mobilizações contra o regime militar que endureceu até decretar o chamado AI-5.

Nascido em uma família pobre, iniciou os estudos na Escola Estadual Augusto Meira em Belém, no Pará. Mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer o segundo grau no Instituto Cooperativo de Ensino, que funcionava no restaurante Calabouço.

Em 28 de março de 1968, os estudantes do Rio de Janeiro estavam organizando uma passeata relâmpago para protestar contra a alta do preço da comida no restaurante Calabouço, que deveria acontecer no final da tarde do mesmo dia.

Por volta das 18 horas, a Polícia militar chegou ao local e dispersou os estudantes que estavam na frente do complexo. Os estudantes se abrigaram dentro do restaurante e responderam à violência policial utilizando paus e pedras. Isso fez com que os policiais recuassem e a rua ficasse deserta. Quando os policiais voltaram, tiros começaram a ser disparados do edifício da Legião Brasileira de Assistência, o que provocou pânico entre os estudantes, que fugiram.

Os policiais acreditavam que os estudantes iriam atacar a Embaixada dos Estados Unidos e acabaram por invadir o restaurante. Durante a invasão, o comandante da tropa da PM, aspirante Aloísio Raposo, atirou e matou o secundarista Edson Luís com um tiro a queima roupa no peito. Outro estudante, Benedito Frazão Dutra, chegou a ser levado ao hospital, mas também morreu.

Temendo que a PM sumisse com o corpo, os estudantes não permitiram que ele fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML), mas o carregaram em passeata diretamente para a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, onde foi velado. A necrópsia foi feita no próprio local pelos médicos Nilo Ramos de Assis e Ivan Nogueira Bastos na presença do Secretário de Saúde do Estado. Seu óbito de n° 16.982 teve como declarante o estudante Mário Peixoto de Souza.

O registro de ocorrência n° 917 da 3ª Delegacia de Polícia informou que, no tiroteio ocorrido no restaurante Calabouço, outras seis pessoas ficaram feridas: Telmo Matos Henriques, Benedito Frazão Dutra (que morreu logo depois), Antônio Inácio de Paulo, Walmir Gilberto Bittencourt, Olavo de Souza Nascimento e Francisco Dias Pinto. Todos atendidos no Hospital Souza Aguiar.

No período que se estendeu do velório até a missa da Igreja da Candelária, realizada em 2 de abril foram mobilizados protestos em todo o país.

Em São Paulo, quatro mil estudantes fizeram uma manifestação na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Também foram realizadas manifestações no Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade São Francisco, na Escola Politécnica da USP e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Mataram um estudante. Podia ser seu filho!

— Palavra de ordem durante o enterro de Edson Luis

O Rio de Janeiro parou no dia do enterro. Para expressar seu protesto, os cinemas da Cinelândia amanheceram anunciando três filmes: A noite dos Generais, À queima roupa e Coração de Luto. Centenas de cartazes foram colados na Cinelândia com frases como "Bala mata fome?", "Os velhos no poder, os jovens no caixão" e "Mataram um estudante. E se fosse seu filho?".

Edson Luis foi enterrado ao som do Hino Nacional Brasileiro, cantado pela multidão.

Na manhã de 4 de abril foi realizada um missa na Igreja da Candelária em memória de Edson. Após o término da missa, as pessoas que deixavam a igreja foram cercadas e atacadas pela cavalaria da Polícia militar com golpes de sabre. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

Outra missa seria realizada na noite do mesmo dia. O governo militar proibiu a realização dessa missa, mas o vigário-geral do Rio de Janeiro, D. Castro Pinto, insistiu em realizá-la. A missa foi celebrada com cerca de 600 pessoas.

Temendo que o mesmo massacre da manhã se repetisse, os padres pediram que ninguém saísse da igreja. Do lado de fora havia três fileiras de soldados a cavalo com os sabres desembainhados, mais atrás estava o Corpo de Fuzileiros Navais e vários agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

Num ato de coragem, os clérigos saíram na frente de mãos dadas, fazendo um "corredor" da porta da igreja até a avenida Rio Branco para que todos os que estavam na igreja pudessem sair com segurança. Apesar desse ato, a cavalaria aguardou que todos saíssem e os encurralaram nas ruas da Candelária. Novamente o saldo foi de dezenas de pessoas feridas.

Em 28 de março de 2008, para lembrar os quarenta anos de sua morte, foi inaugurada uma estátua em homenagem ao estudante Edson Luís na praça Ana Amélia (entre a avenida Churchill e a rua Santa Luzia).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PERFIL: Bete Mendes


Elizabeth Mendes de Oliveira, conhecida como Bete Mendes, (Santos, 11 de maio de 1949) é uma atriz e militante política brasileira. Já foi casada com ator e diretor Dênis Carvalho.

Biografia

Filha do suboficial da Aeronáutica Osmar Pires de Oliveira e de Maria Mendes de Oliveira, formou-se em artes cênicas pela USP, e não concluindo o curso de Sociologia, época em que envolveu-se num dos movimentos de esquerda, em resistência à ditadura militar brasileira.

Apresentou-se pela primeira vez no teatro em 1968, na peça "A Cozinha"

Em 1970 foi presa pela primeira vez, pelo DOI-CODI (Departamento de Operações Internas - Centro de Operações para Defesa Interna, órgão encarregado, durante o regime militar, de proceder o combate aos grupos de esquerda), ficando quatro dias detida. Entre setembro e outubro foi novamente presa, ocasião em que sofreu torturas. Absolvida pelo Superior Tribunal Militar, foi solta após trinta dias no cárcere - mas abandonou o curso de Sociologia.

Participou ativamente de diversos movimentos sociais e de classe, como a regulamentação profissional de artistas e técnicos em espetáculos de diversões (conquistada em 1978), apoio às greves dos Metalúrgicos do ABC paulista e o movimento pela Anistia. É assossiada ao Movimento Humanos Direitos.

Ao largo da carreira artística, voltada principalmente para a televisão, Bete Mendes foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores, com o qual elegeu-se deputada federal a primeira vez, na legislatura 1983-87. Foi, porém, expulsa do partido por haver votado, ainda do regime de eleições indiretas, no Presidente Tancredo Neves. Elegeu-se novamente, desta feita como Constituinte, para a legislatura seguinte (1987-91), pelo PMDB. O rompimento com o PT, entretanto, não lhe impediu de apoiar as candidaturas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive a última, em 2006, quando muitos artistas abandonaram seu apoio a ele devido ao desgate que o patido sofreu com o escândalo que foi popularizado pela mídia como "mensalão".

Em setembro de 2007 foi homenageada na cidade natal, tendo seu nome na "calçada da fama" local, ao lado de Pelé e do compositor Gilberto Mendes.

Atuação parlamentar e vida pública

Ocupou na Câmara dos Deputados o cargo de terceira-suplente de Secretário da Mesa Diretora, e ainda a titularidade na Comissão de Transportes e suplências em várias outras comissões. Foi, em 1985, autora de projeto que criava uma comissão encarregada da elaboração de projeto de Constituição - arquivado por prejudicialidade, uma vez que decidiu-se posteriormente ser a Constituição elaborada por deputados eleitos para tal.

Além do mandato eletivo, foi Secretária Estadual de Cultura, em São Paulo, no período de 15 de março de 1987 a 21 de dezembro de 1988; presidiu a Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro, Funarj, em 1999, durante o governo Anthony Garotinho.

O caso Brilhante Ustra

Quando exercendo o seu segundo mandato, sendo presidente José Sarney, Bete Mendes integrou a comitiva deste em visita oficial ao Uruguai. Em 17 de agosto de 1985 Bete encontrou ali, como adido da Embaixada Brasileira, o militar Carlos Alberto Brilhante Ustra, em quem disse reconhecer aquele que teria sido seu torturador durante a prisão.

O episódio ganhou ampla repercussão no país, reacendendo os debates sobre a amplitude da Anistia concedida em 1978 - e se ela atingia os militares envolvidos em tal crime. Ustra não foi acusado, mas a sua carreira foi interrompida. Em resposta ao caso, até então omitido em seu currículo, o militar fez publicar um livro, intitulado Rompendo o Silêncio, onde refuta as acusações e nega que a atriz tenha sofrido qualquer tipo de tortura, e onde a acusa de ter arquitetado um teatro para promover sua reeleição.

Carreira artística

Na televisão

Novelas

2011 - Insensato Coração .... Zuleica Alencar
2009 - Caras e Bocas .... Piedade Batista
2008 - Casos e Acasos, O Colchão, a Mala e a Balada .... Hilda
2008 - Casos e Acasos, O Parto, o Batom e o Passaporte
2007 - Sítio do Pica Pau Amarelo ... Dona Benta
2006 - Páginas da Vida .... Irmã Natércia
2005 - América .... Fátima
2004 - Seus olhos .... Edite
2003 - A Casa das Sete Mulheres .... Dona Ana Joaquina
2000 - Aquarela do Brasil .... Olga
1999 - Terra Nostra .... Ana Esplendore
1998 - Brida .... Diva
1996 - Você Decide, Pobre Menina Rica
1996 - O Rei do Gado .... Donana
1994 - Memorial de Maria Moura .... Mãe de Maria Moura
1994 - Pátria Minha .... Zuleica
1994 - Quatro por Quatro .... Fátima
1993 - Você Decide, Relação Delicada
1993 - O Mapa da Mina .... Carmem Rocha
1992 - Anos rebeldes .... Carmem Damaceno
1992 - Você Decide, Romance Moderno
1990 - Lua Cheia de Amor .... Emília
1989 - Tieta .... Aída
1985 - De Quina pra Lua .... Patrícia
1985 - O Tempo e o Vento .... Maria Valéria Terra
1981 - Floradas na Serra .... Elza
1980 - Dulcinéa Vai à Guerra .... Jerusa
1980 - Pé de Vento .... Terezinha
1978 - Sinal de Alerta .... Vera
1977 - Sinhazinha Flô .... Flor
1976 - O Casarão .... Vânia
1975 - Bravo! .... Lia di Lorenzo
1974 - O Rebu .... Sílvia
1973 - Divinas & Maravilhosas .... Carolina
1973 - A Volta de Beto Rockfeller .... Renata
1972 - A Revolta dos Anjos .... Stela
1972 - Na Idade do Lobo .... Carina
1971 - Nossa Filha Gabriela .... Catarina
1970 - O Meu Pé de Laranja Lima .... Godóia
1970 - Simplesmente Maria .... Angélica
1969 - Super Plá .... Titina
1968 - Beto Rockfeller .... Renata
1966 - Águias de Fogo

No cinema

2010 - Aparecida - O Milagre... Julia Resende
2006 - Brasília 18%
2004 - Vestido de Noiva
2002 - A Cobra Fumou
1981 - Eles Não Usam Black-tie
1980 - Insônia
1980 - J.S. Brown, o último herói
1979 - Os Amantes da Chuva
1974 - As Delícias da Vida
1968 - Sandra Sandra

No teatro

1968 - A Cozinha

terça-feira, 7 de junho de 2011

Damasceno é libertado


"E eu lá tô ligando pra festa de aniversário, eu queria era o meu pai aqui, tô com um pressentimento ruim."

Foi com essas palavras que Maria Lúcia (Malu Mader) mostrou a angústia que sentia em relação ao seu pai, caso ele viesse ser preso.

E ele foi!

Dia 15 de Dezembro de 1965 - Damasceno é solto, depois de três semanas na prisão.

Maria Lúcia, Carmem e João vão buscá-lo. Ele estava muito abatido.

Dagmar impõe uma superalimentação para ele.

Mas os Anos Inocentes estavam acabando... Era tempo de Anos Rebeldes!

Não perca o capítulo desta terça-feira!

sábado, 4 de junho de 2011

Personagens comentam sobre o último capítulo de "O Direito de Nascer"

Dona Carmem (Bete Mendes), Marta (Lourdes Mayer) e Dolores (Denise Del Vecchio) comentaram no capítulo desta sexta, dia 03/06, sobre a exibição do último capítulo da novela "O Direito de Nascer", exibido ao vivo no Maracanãzinho.

Vamos relembrar essa clássica novela?

Confira abaixo mais informações e um vídeo:



Vídeo com imagens de "O Direito de Nascer" (TV Tupi, 1964/1965), ao som da música-tema da própria novela, na voz da famosa Morgana. Uma lembrança a esse estrondoso sucesso da teledramaturgia nacional, com várias imagens raras.

"O Direito de Nascer" foi ao ar simultaneamente pela TV Tupi e pela TV Rio de 7 de dezembro de 1964 a 13 de agosto de 1965, de segunda a sexta-feira às 21h30, com um total de 282 capítulos. Escrita por Talma de Oliveira e Teixeira Filho, baseada no original cubano de Félix Caignet, com direção de Lima Duarte, José Parisi e Henrique Martins. Novela lacrimejosa, ficou por 8 meses no ar com grande repercussão.

A história se passa em Havana, capital de Cuba, no final do séc. XIX e início do séc. XX. Maria Helena Juncal (Nathalia Timberg), filha do poderoso Dom Rafael (Elísio de Albuquerque), namora Alfredo Martins (Henrique Martins), filho de um grande inimigo de Dom Rafael, que portanto jamais aceitaria a união dos dois. Até que Maria Helena acaba engravidando, e Alfredo pede a ela então que aborte a criança, mas ela, perplexa com a atitude do amado, não aceita. Dom Rafael fica furioso quando descobre, e a manda então para uma de suas fazendas, reclusa, junto com Dolores (Isaura Bruno). Dom Rafael instrui a um de seus homens, Bruno, para que matasse a criança assim que o parto acontecesse. O bebê então nasce, um menino que ganha o nome de Alberto Limonta. Bruno tenta matá-lo, mas Dolores o impede de fazer isso fugindo com a criança para salvá-la. Quando Maria Helena acorda, seu pai mente dizendo que Dolores fugiu roubando seu filho.

Maria Helena, extremamente triste e desconsolada, volta então para a casa do pai em Havana. Depois de mais algumas decepções com a filha, o pai acaba mandando a jovem para um convento. Mais alguns anos se passam, e o velho Dom Rafael sofre um sério acidente, necessitando de transfusão sanguínea. Albertinho (Amilton Fernandes), vivendo com Dolores em Santiago e agora médico formado, acaba doando seu sangue e salvando o velho sem sequer imaginar que ele era seu avô, o responsável por tudo. Dom Rafael se recupera, e Albertinho começa a namorar sua neta Isabel Cristina (Guy Loup), que na verdade era sua prima, com quem acaba se casando. Essa é a história (bem resumida) de um dos maiores, mais antigos e estrondosos sucessos da teledramaturgia brasileira, "O Direito de Nascer".

O tema da novela, o qual se ouve durante este vídeo, é cantado por Morgana, grande cantora falecida no ano 2000. Essa foi sua gravação de maior sucesso. Letra da música:

"Amor, eterno amor
É o direito de viver
Amor, eterno amor
Direito de nascer
De amor meus sonhos fiz
Pra ser feliz, quanto sofri
É sempre o amor mais forte
Mais forte do que a morte
Viver, crescer, vencer
Direito de nascer!

Amor, eterno amor
Cheio de paz
Todo de Deus
Amor, eterno amor
Razão dos dias meus
Se a fé que trago em mim
Me faz assim
Não vou mudar
É sempre o amor mais forte
Mais forte do que a morte
Viver, crescer, vencer
Direito de nascer!"

O último capítulo de "O Direito de Nascer" foi transmitido ao vivo em agosto de 1965 no Ginásio do Ibirapuera, em SP, numa sexta-feira, e no domingo seguinte no Maracanãzinho, RJ. Nos dois dias o público lotou os estádios, enlouquecido e elétrico com o desfecho da história. Tanto que Guy Loup chegou a desmaiar de tanta emoção. Há registros de que o último capítulo também foi transmitido ao vivo no Mineirão, em Belo Horizonte - MG, repetindo o sucesso.

Poucos registros gravados de "O Direito de Nascer" restam hoje. O que se conhece são apenas trechos do encerramento da novela gravados no Maracanãzinho. Comenta-se que restam ainda alguns cinejornais da época com cenas da novela. Se há mais alguma coisa, deve estar guardada à sete chaves, pois não conhecemos mais nada.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Anos Rebeldes foi baseada nos livros Os carbonários e 1968

A minissérie Anos Rebeldes foi baseada em dois livros, confira abaixo a capa e uma sinopse. Boa Leitura!
 




Carbonário: [Do italiano carbonaro, carvoeiro]

s.m. 1. membro de uma sociedade secreta e revolucionária que atuou na Itália, França e Espanha no princípio do século XIX. 2. membro de qualquer sociedade secreta e revolucionária.

"[Quatro décadas depois], o 68 e os anos de chumbo que a ele sucederam são como cenas de um filme antigo, histórias desbotadas, quase implausíveis, conquanto deveras acontecidas àquela outra pessoa que fui. Sinto-me a muitos anos-luz do guerrilheiro Felipe com seus 19 anos e sua intrincada mescla de revolta e pulsão de ser herói, viver a aventura da nossa geração, que depois, como disse Alex Polari, se cortou com cacos de sonho. Não me desconforta esse passado, também não me enaltece."

Considerada a melhor história dos anos de chumbo, vencedora do Prêmio Jabuti, a narrativa de Sirkis se refere a um período de 43 meses, entre outubro de 1967 e maio de 1971. Um relato sobre o movimento estudantil de 1968 e seu esmagamento pelo regime militar; como um jovem secundarista se torna um guerrilheiro urbano; o seqüestro dos embaixadores da Alemanha e da Suíça e a libertação de 110 presos políticos; as façanhas e os dilemas de Carlos Lamarca; a crise e a destruição da guerrilha.Um testemunho real, eletrizante e cheio de suspense.




Considerado um dos maiores clássicos da literatura contemporânea brasileira, 1968 - O ano que não terminou retorna, 20 anos depois de seu estrondoso sucesso, às livrarias totalmente revisado. O livro é um retrato fiel de todos os acontecimentos que fizeram do ano de 1968 um divisor de águas na história brasileira e mundial. Além de ser uma peça de excelente jornalismo, um exemplo de texto brilhante, 1968 - O ano que não terminou presta relevante serviço à revitalização da consciência democrática brasileira. 


A Aventura de uma Geração. Reconstituição dos acontecimentos de 1968 no âmbito do país. Os heróis dessa geração que queriam virar o mundo pelo avesso, seus dramas e paixões, suas lutas e vitórias estão descritos neste relato que ajuda na compreensão do Brasil contemporâneo.